Mostrar mensagens com a etiqueta Emoções. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Emoções. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Hoje


Caminhos de Outono - fotografia de Francisco Oliveira

















"o dia de hoje chegou vestido de uma luz envergonhada que retirou o protagonismo dos delicados jasmins que alegram e perfumam o jardim.  Flui uma suave brisa que agita as acácias cujas copas de cor quente e avermelhada, dançam ao sabor da musica que levo dentro de mim..."

retirado da minha mood de hoje!

sábado, 11 de agosto de 2012

Onde andas??


Questiono-me...


Continuo a dar comigo a conversar contigo, sempre que estou sozinha ou me sinto só.   continuas a vir à minha memória sempre que me chega o cheiro da terra molhada depois da chuva ou quando vejo um rasto branco deixado no céu por um avião.  e sabes que mais meu amor?  o cheiro morno do verão continua a trazer-me a imagem do teu rosto e dos teus incríveis olhos azuis!! 

O simples facto de hoje em dia, a viver em Angola, ver um telhado de colmo, faz-me recordar Punta Ballena e a nossa casa!!   a casa onde tantos planos foram concebidos, onde tantas palavras foram proferidas pelos nossos corações e onde tantas promessas foram assumidas. o que será feito do nosso quarto?   o quarto, onde tantas vez os nossos corpos se uniram... aquela cama especial, feita pelas tuas mãos, com a madeira de árvores do nosso jardim.  um leito digno de qualquer princesa e ao qual dedicaste tantas horas da tua vida.


Onde estás tu meu amor?  tu que prometeste que não me "falhavas" mas que já não estás aqui comigo!  


Sonho ainda com aquelas longas caminhadas, contigo na praia em Punta Ballena, com aqueles passeios nas bicicletas da Diná e do Walter a percorrer as ruas sinuosas de Portezuelo ou a subir ao arboretum do teu bisavô Lussich.    o que eu daria para que estes nossos amigos pudessem ser ainda os proprietários da casa onde tantas noites nos reunimos para jantar, para conversar ou para simplesmente estar e onde me senti sempre, como em casa!!   tantas coisas se passaram naquela casa, tantas melancólicas recordações vivem comigo, como o ver-te de de manhã esteirado na rede ou sentado na cadeira Bonet a ler o jornal, uma casa onde a música alegrava e nos acompanhava ao longo do dia, a casa onde a Diná cultivava ervas de cheiro e onde no jardim estava "plantada" uma escultura impressionante do Walter.  esta casa onde nos sentávamos na galeria, no banco corrido, para comer uma refeição ou ler um livro, beber um café, tomar um copo, ou onde ouvíamos o assobio do Sile quando passava depois de terminadas as compras para a tua mãe.   a casa onde te vi pela primeira vez em 2004 no meu jantar de boas vindas e onde tantas vezes me chamaste de gatita!!


Tantas e tantas noites loucas e divertidas enchem o meu cérebro, tantas e tantas recordações que perfumam a minha alma e deliciam ainda o meu coração desprendendo fragrâncias de ti, Adolfo


Hoje quando recordo tudo isto aflora um sorriso aos lábios e o meu coração transborda de ternura.
Tu partiste, a casa da Diná e do Walter já não lhes pertence, as bicicletas foram vendidas, a tua mãe também já partiu e a maioria das ligações que criámos estão a perder-se aos poucos.


Só me resta regressar a Punta e passear pela praia contigo porque esse lugar ainda continua a ser o nosso!!

Luanda, 8 de Agosto de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Explicar


Explicar as coisas que sinto é quase como explicar as cores a um cego    (bob marley)
Honeyville Utah - by Ronald G. Johnson

quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Estava hoje a arrumar alguns “recuerdos”, quando descobri uma foto tirada enquanto estava a amamentar uma das minhas filhas, estes seres tão admiráveis e minúsculos, e vieram-me à memória recordações tão nítidas de tempos idos, imagens tão cheias de alegria e ternura… na verdade ter um filho é maravilhoso e amamentá-lo é um prazer sublime! Sentir uma filha enroscada no nosso corpo, alimentando-se de nós, acariciando os nossos seios com deditos ínfimos numa delicadeza tão suave e tão natural como só ela pode ter para nos tocar. Olharmo-nos nos seus olhos que perguntam tantas coisas e que respondem aos nossos. Sentir os seus pequenos corpos de princípio tão sôfregos e alvoraçados, começar a sossegar e ver como em tão pouco tempo os seus olhitos se fecham e temos que lhes abrir suavemente os lábios para que nos soltem.
Aí percebemos que coisa é esta de ter um filho e o que significa amá-lo!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

saudades de me sentir feliz


















tenho saudades de me sentir feliz... feliz ao ponto do meu peito parecer que vai rebentar
esta é uma sensação à qual uma pessoa se habitua com alguma facilidade!!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Llévame hasta mi casa


Vengo de un prado vacío
un país con el nombre de un río
un edén olvidado
un campo al costado del mar.
Pocos caminos abiertos
todos los ojos en el aeropuerto
Unos años dorados
un pueblo habituado a añorar.

Como me cuesta quererte
Me cuesta perderte
Me cuesta olvidar
El olor de la tierra mojada
La brisa del mar,
brisa del mar, llévame hasta mi casa.

Un sueño y un pasaporte
como las aves buscamos el norte
cuando el invierno se acerca y el frío comienza a apretar.
Y este es un invierno largo
van varios lustros de tragos amargos
y nos hicimos mayores esperando las flores
del Jacarandá.


Como me cuesta marcharme
me cuesta quedarme
me cuesta olvidar
el olor de la tierra mojada
la brisa del mar
brisa del mar, llévame hasta mi casa.
Brisa del mar


letra da música de Jorge Drexler

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

La ventana



La puta lluvia que no deja de golpear
en la ventana que llora

Miro afuera
me parece una maldición!

Baja un frío...
un frío que hiela el cuerpo
que rompe los huesos

un frío que nos tira al olvido y nos endurece!


quiero abandonar esta tristeza y angustia
estos vacíos horribles

soledad… quiero salir!

golpeo la ventana violentamente
me quiero ir en busca del sol

estoy tan cansada

¿donde esta el sol?

9 de Maio de 2010
aniversário de Adolfo

domingo, 14 de junho de 2009

olá amiga


sábado senti-me tão pequenina, tão vazia, tão sem jeito que fiquei em casa e fui ficando, olhando a chuva e chorando para dentro, com ela.  enrosquei-me no meu casulo, e senti-me a pessoa mais só deste mundo, a pessoa mais desamparada, a mais perdida...
tinha começado a preparar o jantar quando recebi um telefonema do Uruguay, a Marta mãe do Adolfo queria saber de mim!

foi muito bom falar com ela, saber da família e recordar mas, foi terrível dizer adeus... dizer-lhes até um dia, aceitar que as minhas idas ao Uruguay vão acabar por terminar em pequenas viagens de quinze dias, de ano a ano, por agora porque, mais tarde tornar-se-ão de certeza mais espaçadas, iremos perdendo aos poucos a ligação forte que nos une, que nos uniu! ficará, estou certa, um sentimento especial no coração, cujo único elo de ligação será o nosso amor pelo Adolfo.

é tão estranho... depois de tantas viagens para o "cone sur", de sentir este país também como meu, de ter aceite esta família como minha, de os ter no meu dia-a-dia... é tão estranho ficarmos tão distantes, deixar de saber o que se passa com eles, desconhecer os seus planos, os seus sonhos, as suas alegrias e tristezas...

é tão estranho lembrar-me que até há pouco tempo o Adolfo me descrevia o seu dia-a-dia com tanta sensibilidade e ternura, me falava da sua relação com a mãe super protectora e cheia de amor para dar, me contava do apoio e ligação forte com os irmãos, com os amigos, do amor que tinha pelos filhos que amava de uma maneira tão especial...

e tudo isto lhe foi tirado, me foi tirado, por uma horrível doença incurável uma doença que quando o conheci há cinco anos, já singrava, escondida, calada!! que ódio, que angústia, que impotência por não conseguir alterar o destino!

depois do telefonema do Uruguay chorei, chorei muito, deixando sair esta tristeza que trago no meu coração, precisava de desabafar, precisava de mimos e liguei-te a ti, madrinha do nosso "casamento", mas não estavas, não atendeste... não consegui falar sobre a minha dor, o meu desgosto, era contigo que precisava conversar, tu que também o conhecias tão bem...

saí, noite fora, sob a chuva miudinha que me arrefecia os ossos. andei, mais de duas horas pelas ruas desertas, por esta vila fantasma.   não me lembro por onde andei, o chão e as poças de água não tinham fim, o cheiro da terra molhada fazia-me recordar punta ballena, os pingos gordos da chuva que caiam das árvores martelavam-me o pensamento, a noite estava tão só, tão triste.  dei finalmente comigo a dirigir-me para casa, já era tarde, queria entrar mas não conseguia.

sentei-me no banco frio e molhado junto à piscina e ali fiquei a olhar o céu e as nuvens pesadas que escondiam a lua em fase crescente, essa lua que teimava em me iluminar com a sua luz morna, mas que ao contrário de outras noites, me arrefecia a alma.

fiquei, chorei o meu desgosto, o meu karma, sentia-me tão vazia, pronta para para me deixar ir, desaparecer para sempre, sem alento para continuar mas, os rostos sorridentes e alegres das minhas filhas surgiram tão reais, olhavam para mim tão cheias de ternura que o meu pranto abrandou e finalmente alguma calma se apoderou de mim.
entrei em casa, beijei-as ao de leve e deitei-me. estava gelada, a mente vazia, oca.

dormi mal e acordei cedo. olhei a minha cara no espelho e não me reconheci, dois círculos castanhos inchados com linhas negras ao seu redor tornavam os meus olhos pequenos e vagos, dois pontos escuros sem vida.

almocei com as minhas filhas num restaurante na praia mas a conversa estava difícil, não tinha nada dentro de mim, só um mal estar horrível.  no final da refeição duas delas partiram, uma acompanhou-me.   sentou-se comigo em casa, calada, talvez porque não soubesse o que me dizer, talvez porque não me quisesse incomodar, talvez porque estivesse a defender-se.
.
só agora vi o teu email, tocou-me muito a tua solidão, mas amiga hoje não consigo dar nada de mim, estou vazia, sem alento, sem amor. desculpa

domingo, 2 de março de 2008

Sozinha




Sozinha é palavra rude, agreste
sozinhos somos todos
abandonados
numa dor infinda
na procura de um carinho
de um apoio, uma amizade
de um vida melhor
que não passou mas que está para vir!
sim, acredito
e sempre acreditei
mas temos que nos entregar
não deixar o orgulho
a teimosia
sobreporem-se
há que se esforçar
que não se conformar
querer mais que um pouco
não se contentar com metades
há que querer o Todo!
o inteiro, o que enche a alma
nos alegra e nos dá paz
nos trás amor e confiança
e... assim me dedico minha querida
abrindo os braços
para te abraçar
e não estares só

à minha filha Francisca
2 Março de 2008

sexta-feira, 8 de junho de 2007

the wall


Tenho pintado mais ultimamente. Cada vez mais sinto um enorme prazer em transpôr para a tela as minhas emoções. Não sei se as minhas telas são boas ou más mas, mas também não me interessa saber o que as pessoas acham da minha técnica ou imaginação, interessa-me sim saber o que elas sentem ao olhar para elas.

Alguns dos resultados alegram-me. Fascina-me pensar e planear como faço para transmitir aquilo que sinto. Não é tarefa fácil mas eu considero-a um desafio.

Também me pergunto muitas vezes porque é que tenho necessidade de usar a cor azul e linhas geométricas.

Talvez um qualquer psicólogo possa revelar estes "innuendos" mas não me questiono sobre o porquê destas necessidades.

Será que alguém encontra este meu espaço e me diz o que sente quando olha para esta tela?