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domingo, 9 de dezembro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
os seus olhos
...a voz calou-se mas os olhos falaram tudo o que lhe estava contido na alma. A dura vida que levara, a contínua solidão da qual se queixava mais do que a fome e a morte da única paixão, tão cedo perdida, tinham-lhe consumido toda a alegria da viver...
(início de conto...)
dez 2011
domingo, 15 de maio de 2011
tal qual um veleiro num porto...
Eu fiquei só, como os veleiros nos portos... silenciosos Mas assim te possuirei mais do que ninguém
Porque neste meu porto, estarei sempre pronta a partir
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu e das estrelas
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz em paz!!
em memória do Adolfo
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Nostalgia
Sofrer a dor de uma perda
Viver...
na morte de um amor
Dividida!
só metade
O silêncio instalado
o vazio alrededor
A angústia dos dias não vividos
A nostalgia dos dias passados
A sua imagem impressa
em todos lugares da casa
que acompanham a música,
os cheiros intensos
que me transportam
para um país distante
onde ole a tierra mojada
a intensidade dos seus olhos azuis
qual dia bonito, cheio de luz,
inesquecíveis!
as gardenias no jardín
o drexler na emoção
os infindáveis pôr-do-sol
a caírem sobre o horizonte
ele está sempre!
nos meus monólogos
na vida
sem partilha
mas há também
uma raiva surda
um desespero que dói
uma tristeza infinda
por me ter prometido
que no fallaba
que quedaría conmigo por toda la vida!!!
Viver...
na morte de um amor
Dividida!
só metade
O silêncio instalado
o vazio alrededor
A angústia dos dias não vividos
A nostalgia dos dias passados
A sua imagem impressa
em todos lugares da casa
que acompanham a música,
os cheiros intensos
que me transportam
para um país distante
onde ole a tierra mojada
a intensidade dos seus olhos azuis
qual dia bonito, cheio de luz,
inesquecíveis!
as gardenias no jardín
o drexler na emoção
os infindáveis pôr-do-sol
a caírem sobre o horizonte
ele está sempre!
nos meus monólogos
na vida
sem partilha
mas há também
uma raiva surda
um desespero que dói
uma tristeza infinda
por me ter prometido
que no fallaba
que quedaría conmigo por toda la vida!!!
La ventana

La puta lluvia que no deja de golpear
en la ventana que llora
Miro afuera
me parece una maldición!
Baja un frío...
un frío que hiela el cuerpo
que rompe los huesos
un frío que nos tira al olvido y nos endurece!
quiero abandonar esta tristeza y angustia
estos vacíos horribles
soledad… quiero salir!
golpeo la ventana violentamente
me quiero ir en busca del sol
estoy tan cansada
¿donde esta el sol?
9 de Maio de 2010
aniversário de Adolfo
domingo, 14 de junho de 2009
olá amiga

sábado senti-me tão pequenina, tão vazia, tão sem jeito que fiquei em casa e fui ficando, olhando a chuva e chorando para dentro, com ela. enrosquei-me no meu casulo, e senti-me a pessoa mais só deste mundo, a pessoa mais desamparada, a mais perdida...
tinha começado a preparar o jantar quando recebi um telefonema do Uruguay, a Marta mãe do Adolfo queria saber de mim!
foi muito bom falar com ela, saber da família e recordar mas, foi terrível dizer adeus... dizer-lhes até um dia, aceitar que as minhas idas ao Uruguay vão acabar por terminar em pequenas viagens de quinze dias, de ano a ano, por agora porque, mais tarde tornar-se-ão de certeza mais espaçadas, iremos perdendo aos poucos a ligação forte que nos une, que nos uniu! ficará, estou certa, um sentimento especial no coração, cujo único elo de ligação será o nosso amor pelo Adolfo.
é tão estranho... depois de tantas viagens para o "cone sur", de sentir este país também como meu, de ter aceite esta família como minha, de os ter no meu dia-a-dia... é tão estranho ficarmos tão distantes, deixar de saber o que se passa com eles, desconhecer os seus planos, os seus sonhos, as suas alegrias e tristezas...
é tão estranho lembrar-me que até há pouco tempo o Adolfo me descrevia o seu dia-a-dia com tanta sensibilidade e ternura, me falava da sua relação com a mãe super protectora e cheia de amor para dar, me contava do apoio e ligação forte com os irmãos, com os amigos, do amor que tinha pelos filhos que amava de uma maneira tão especial...
e tudo isto lhe foi tirado, me foi tirado, por uma horrível doença incurável uma doença que quando o conheci há cinco anos, já singrava, escondida, calada!! que ódio, que angústia, que impotência por não conseguir alterar o destino!
depois do telefonema do Uruguay chorei, chorei muito, deixando sair esta tristeza que trago no meu coração, precisava de desabafar, precisava de mimos e liguei-te a ti, madrinha do nosso "casamento", mas não estavas, não atendeste... não consegui falar sobre a minha dor, o meu desgosto, era contigo que precisava conversar, tu que também o conhecias tão bem...
saí, noite fora, sob a chuva miudinha que me arrefecia os ossos. andei, mais de duas horas pelas ruas desertas, por esta vila fantasma. não me lembro por onde andei, o chão e as poças de água não tinham fim, o cheiro da terra molhada fazia-me recordar punta ballena, os pingos gordos da chuva que caiam das árvores martelavam-me o pensamento, a noite estava tão só, tão triste. dei finalmente comigo a dirigir-me para casa, já era tarde, queria entrar mas não conseguia.
sentei-me no banco frio e molhado junto à piscina e ali fiquei a olhar o céu e as nuvens pesadas que escondiam a lua em fase crescente, essa lua que teimava em me iluminar com a sua luz morna, mas que ao contrário de outras noites, me arrefecia a alma.
fiquei, chorei o meu desgosto, o meu karma, sentia-me tão vazia, pronta para para me deixar ir, desaparecer para sempre, sem alento para continuar mas, os rostos sorridentes e alegres das minhas filhas surgiram tão reais, olhavam para mim tão cheias de ternura que o meu pranto abrandou e finalmente alguma calma se apoderou de mim.
entrei em casa, beijei-as ao de leve e deitei-me. estava gelada, a mente vazia, oca.
dormi mal e acordei cedo. olhei a minha cara no espelho e não me reconheci, dois círculos castanhos inchados com linhas negras ao seu redor tornavam os meus olhos pequenos e vagos, dois pontos escuros sem vida.
almocei com as minhas filhas num restaurante na praia mas a conversa estava difícil, não tinha nada dentro de mim, só um mal estar horrível. no final da refeição duas delas partiram, uma acompanhou-me. sentou-se comigo em casa, calada, talvez porque não soubesse o que me dizer, talvez porque não me quisesse incomodar, talvez porque estivesse a defender-se.
.
só agora vi o teu email, tocou-me muito a tua solidão, mas amiga hoje não consigo dar nada de mim, estou vazia, sem alento, sem amor. desculpa
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
solo 1460 dias...

tanta coisa se passou nestes dois ultimos meses... a minha vida parou, o meu amor, a minha paixão, o meu mais que tudo, o único homem que me amou incondicionalmente, o Adolfo partiu de entre nós, dia 6 de Outubro
y ahora?
no sé que hacer...
que hago aca?
como jorge una vez cantó
hace algún tiempo
que me fui a tus playas por el dia,
y ahí me quedé, cuatro años
ahí,
a la sombra de tu luna Ado
se acunó mi corazon
se borraron mis arrugas,
mí "casa" se iluminó
pero hoy...
hoy
no hay rincón en esta casa
que no te haga recordar
cada grano de memoria,
mí casa es un arenal
hoy
se paró el reloj de arena
solo 1460 dias!!
domingo, 2 de março de 2008
Sozinha

Sozinha é palavra rude, agreste
sozinhos somos todos
abandonados
numa dor infinda
na procura de um carinho
de um apoio, uma amizade
de um vida melhor
que não passou mas que está para vir!
sim, acredito
e sempre acreditei
mas temos que nos entregar
não deixar o orgulho
a teimosia
sobreporem-se
há que se esforçar
que não se conformar
querer mais que um pouco
não se contentar com metades
há que querer o Todo!
o inteiro, o que enche a alma
nos alegra e nos dá paz
nos trás amor e confiança
e... assim me dedico minha querida
abrindo os braços
para te abraçar
e não estares só
à minha filha Francisca
2 Março de 2008
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