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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Explicar


Explicar as coisas que sinto é quase como explicar as cores a um cego    (bob marley)
Honeyville Utah - by Ronald G. Johnson

quinta-feira, 1 de março de 2012

don't be too easily satisfied or grow too comfortable



don't be too easily satisfied or grow too comfortable porque não lutarás por nada na vida

don't be too easily satisfied or grow too comfortable porque tornar-te-às preguiçoso para ir atrás dos teus sonhos 

don't be too easily satisfied or grow too comfortable porque não irás calcorrear novos caminho e conhecer novos horizontes

don't be too easily satisfied or grow too comfortable, 
porque deixarás de lutar 
sem lutas e desafios não terás o prazer de te vencer os teus próprios limites
de procurar novas alegrias, emoções e paixões
e sem alegrias, emoções e paixões a vida não vale a pena ser vivida!!

  

sábado, 2 de outubro de 2010

Foi há tão pouco tempo...


foi há tão pouco tempo...
que te olhei pela primeira vez

éramos os dois sozinhos
depois de amores desavindos,
vidas de paixão...
alegrias
filhos!!

não procurava nada.

afinal estava de férias
por duas semanas apenas,
no time for romance!

uma amiga comum
imaginara a possibilidade
de uma empatia entre os dois.
expectativa dela
não a minha!

o final de uma longa viagem
tinha-me levado ao Cono Sur.
uma casa na praia
e um grupo heterogéneo
esperava a minha chegada

fomos apresentados
e não te dei importância.
escondida dentro de mim
sorria a todos
tentando encaixar-me neste lugar,
neste ambiente

a noite foi longa
horas trocadas
jet leg
e finalmente adormeci

no dia seguinte lá estavas,
lembro-me como se tivesse sido hoje.
com ternura na voz e palavras cálidas
convidaste-me, vamos? a la puesta del sol?...
e terminaste
só vão estar amigos, no chiringuito da praia.

não queria ir,
assustava-me entrar no meio de gente que não conhecia
que falavam uma língua que não dominava...

imaginei logo a limitação da conversa!!

porém, acedi.
entrei no teu carro,
que era diferente de todos os que tinha entrado
sem vidros nas janelas
sem estofos nos bancos
um carro com temperamento

levaste-me a uma praia linda
onde um mar de amigos
me olhava com ar inquisidor

examinaram-me,
demorada e minuciosamente.
pediram-te que me apresentasses
e, sem dar muita confiança
disseste:
- é a portuguesa,
amiga da Diná, acabada de chegar

a tua postura era serena, tranquila,
afinal este era o teu mundo
e estavas interessado em demonstrá-lo

o chiringuito,
todo de madeira
era lindo e acolhedor,
serviam caipirinhas
e o cheiro a pizza feita em forno de lenha
pairava no ar

um jogo de voleibol de praia
entre amigos ia começar
convidaste-me a participar
mas timidamente recusei

estava um dia lindo e
aguardávamos o pôr-do-sol

senti-me bem no teu ambiente,
lembro-me de ter, pela primeira vez,
reparado nas tuas mãos.
eram lindas, pensei
dedos magros mas fortes,
falavas com os teus olhos azuis
e as palavras saíam-te sensuais.
foste falando, sobre o teu lindo país,
numa voz era calma, atenciosa
e os teus relatos apaixonados
brotavam do azul transparente dos teus olhos
e amoleciam as minhas defesas.

tinha-te avisado que precisava de regressar cedo,
com receio que não tivéssemos conversa,
afinal, só tínhamos dois dias de vida!

mas o ambiente afectuoso que criaste,
a linda e amena tarde,
o mar apetecível, de águas mornas,
foram-me convidando a ficar

dezenas de crianças brincavam na areia
vários amigos de pele bronzeada
conversavam animadamente
e entre risadas todos esperavam
a descida do astro no horizonte

pediste-me para ficar

e fui ficando, ouvindo a música da tua voz
que me embalava,
que entrava em mim e me sossegava

um aplauso dos clientes do chiringo
acordaram-me deste encanto
era altura de festejar
o término de mais um dia
um dia a mais nas nossas vidas
mas este, não o sabia ainda,
era um dia diferente dos outros,

os teus olhos
as tuas mãos
o teu corpo
as tuas descrições
tinham mexido comigo.
sentia-me em casa
tranquila e feliz
e conseguia sentir os meus olhos a sorrir.

este tinha sido
o primeiro
dos 1321 dias de felicidade
contigo
neste meu novo continente

domingo, 23 de setembro de 2007

Parabéns minha filha


ontem adormeci atrasada, tentando acomodar trastes, vestes, prendas e adornos numa mala de tamanho superior ao necessário, numa tentativa de agradar a dois amores da minha vida - duas das minha filhas.

o meu sono foi curto e ao despertar, a lembrança de pela primeira estar afastada do aniversário da minha filha que está a viver num país tão longe de mim, trouxe-me uma terrível impressão no estômago.

invejei a que ia partir, juntar-se a ela, uma inveja sem maldade, só porque adoraria poder acompanhá-la a Oslo, e juntar-me aos festejos do seu nascimento.  mas não fui, nem seria a mesma coisa para elas se eu fosse, iria interromper este encontro de "irmãs e amigas".


acredito que estas “miúdas” irão fazer sucesso entre esta população nórdica craving for latinos de pele morena, olhos castanhos e cabelos encaracolados.  sei que, de tudo o que vão viver, elas recordarão: festa e liberdade!! irão ter experiências variadas, aventuras desenfreadas... conhecendo-as, sei que irão visitar todos os museus que as suas pernas permitirem, numa ânsia de cultura. vão emocionar-se e gargalhar de tudo o que for novidade, vão interprelar quem lhes der na gana e marcar na memória edifícios, ruas e pessoas e, no final do dia, irão relaxar e celebrar os vinte e três anos da aniversariante.

o teu dia primeiro aniversário longe de mim Becas, vou passá-lo descontraída e contente, sabendo que estarás bem e a fazer tudo o que puderes para seres feliz.
Parabens minha filha!!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Amamos



Amamos, quando reconhecemos qualidades em alguém...
No entanto, a nossa inveja faz com que nos seja dificil reconhecer que o outro pode possuir uma qualidade superior ou ausente em nós. Passamos imenso tempo nas nossas vidas a fantasiar sobre quão bonitos, inteligentes e importantes somos e na maioria das vezes fazêmo-lo através de comparações sobre a beleza, a inteligência e a importância dos outros. A inveja faz com que nos seja difícil reconhecer que o outro é superior a nós.

Conta-se que Leib Chasman, um Rabino famoso pelos seus tratados de ética viu certa vez um aluno a comer peixe com grande prazer. "Diz-me rapaz", perguntou-lhe, "gostas de peixe?" O aluno respondeu afirmativamente. "Se gostas de peixe", disse-lhe Leib, "deverias então ter-te preocupado com aquele que está no teu prato. Deverias tê-lo alimentado, protegido e tentado torná-lo feliz. Pelo contrário, tu estás a come-lo!". Enquanto o aluno procurava uma resposta adequada, Leib retorquiu, "Obviamente que não gostas de peixe. Gostas é de ti mesmo!"
...

quinta-feira, 22 de março de 2007

A importância do conhecimento


Só o que é realmente compreendido é verdade; A regra do conhecimento é pensar com clareza
Descartes

Sinto necessidade de entender os meus sentimentos, só assim terei a certeza do que preciso para evoluir e procurar a minha serenidade


Para mim aquele que sabe pouco não pode amar muito. Há que reconhecer que existe uma sabedoria, mesmo na loucura que é o amor.

Várias vezes penso na necessidade que sinto de obter conhecimento, na abertura de espírito que para mim é essencial à racionalidade do homem , na importância fundamental de pôr tudo em causa, de não aceitar o que nos é dado sem argumentarmos as suas premissas...